Exposição solar: cuidados a ter!

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As pessoas com pele sensível devem ter cuidados extra na hora de escolher um protetor solar?

Os pacientes com pele sensível ou tendência para rosácea devem ter especial cuidado na escolha de produtos cosméticos e de proteção solar, pois devem evitar produtos que induzam intolerâncias ou inflamação e procurar por sua vez ingredientes hidratantes, calmantes e antioxidantes.

A rosácea é caracterizada por pele sensível, com uma barreira cutânea comprometida e hiper-reactividade vascular. Muitos destes pacientes têm queixas de sensibilidade a agentes de limpeza e cosméticos.

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O que é um protetor solar ideal para uma pessoa com pele sensível?

Idealmente a fotoproteção deve ser de amplo espectro, ou seja que inclua proteção UVA/UVB e luz azul. Deve ser usada diariamente e continuamente, por esse motivo deve ter uma textura e cheiro suaves mas ao mesmo tempo apelativos para os sentidos. Deve ter fator de proteção 50, preferencialmente conter dimeticona, óxido de zinco ou dióxido de titânio para evitar dermatites irritativas. Idealmente deve ter cor tanto para atuar como barreira física como para camuflar os eritemas transitórios ou persistentes, reduzindo o impacto na qualidade de vida devido à aparência avermelhada da pele destes pacientes.

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Devemos usar um creme com um índice de proteção solar mais elevado nos primeiros dias de exposição solar e depois diminuir o SPF quando a pele já está bronzeada, ou a proteção deve ser sempre elevada?

A fotoproteção deve ser sempre elevada quer a pele esteja bronzeada ou não, pois o dano na pele pela exposição solar e os efeitos de envelhecimento cutâneo estão sempre presentes quer se esteja mais ou menos bronzeado. Também outro aspecto muito importante é não confiar apenas no SPF alto mas como aplicamos o protetor. Podemos estar mais protegidos com uma boa camada de SPF 30 do que com uma camada quase transparente de SPF50. O suor, o contacto da pele com roupas e os banhos removem o protetor solar deixando-nos mais expostos. Portanto a qualidade, as quantidades interessam, mas também as vezes que aplicamos o protetor.

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O SPF que usamos no inverno pode ser igual ao usado no verão ou depende?

O SPF pode e deve ser o mesmo tanto no inverno como no verão, no entanto a maioria de nós no Verão estamos mais tempo ao ar livre e mais expostos à radiação solar, por isso devemos aplicar mais vezes o protetor solar.

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Que cuidados devemos ter antes, durante e depois da exposição solar?

Recomendamos sempre aos nossos pacientes no final da primavera iniciarem suplementação com antioxidantes específicos que preparam a pele para o bronzeado e como forma de proteção adicional contra o fotoenvelhecimento, sempre associado ao protetor solar diário. Durante a exposição solar as minhas recomendações baseiam-se na evicção da exposição facial direta com uso de óculos de sol e chapéu sempre que possível e proteção solar várias vezes ao dia. Depois da exposição solar deve ser aplicado um creme hidratante e refrescante no rosto específico para as peles mais sensíveis.

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Qual a relevância de protectores que protegem contra a radiação UVA, UVB e a luz azul?

O facto de um protetor solar oferecer uma proteção ampla UVA/UVB e luz azul, ser especialmente desenhado para peles sensíveis e ainda conseguirmos um tratamento para a hiperpigmentação é uma grande mais valia.

Hoje em dia sabemos que a luz azul natural emitida pelo sol constitui uma fonte de altíssimo risco para a pele, visto que penetra profundamente nas camadas cutâneas, gerando um stress oxidativo que contribui para acelerar o envelhecimento cutâneo e intensificar a hiperpigmentação. A luz visível corresponde a cerca de 50% da radiação solar, um terço da qual é constituída de luz azul natural, que penetra muito mais profundamente na pele do que os raios UVA. Por isso é de extrema importância a proteção solar diária e rotinária na prevenção do envelhecimento cutâneo.   

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As luzes interiores e a luz dos computadores e telemóveis são nocivas para a pele? O protetor solar é um aliado nesse sentido?

Os aparelhos eletrônicos atuais também emitem luz azul, mas a sua relevância no envelhecimento cutâneo é negligenciável comparada à exposição solar. O uso de proteção solar deve fazer parte da rotina habitual mesmo não saindo de casa, até porque estamos a beneficiar dos ingredientes antioxidantes e calmantes presentes em diversos protectores solares..

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Que diferença existe entre os protetores solares de crianças e de adultos? O protetor solar deve ser adequado à idade?

Um adulto deve procurar um protetor solar que contenha tratamento dermatológico anti-envelhecimento e anti-manchas. Tendo em conta que o protetor solar é um produto que aplicamos todos os dias, devemos usar isso a nosso favor e aplicarmos um produto com capacidade dermocosmética. As crianças devem estar o mais protegidas possível da radiação solar pois é de tenra idade que se inicia o processo de fotoenvelhecimento. Devemos escolher um produto que tenha um cheiro e uma textura agradável para as crianças e ensinar-lhes a aplicar o produto elas próprias em forma de brincadeira para que seja parte da sua rotina. Em caso de exposição solar intensa recomendo fator 50 aplicado várias vezes ao dia e evitar rigorosamente as horas mais perigosas do dia entre as 11h-16h de exposição solar direta, usar chapéu e óculos sempre que possível.

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Quais as consequências de uma exposição solar desadequada

As consequências da exposição solar excessiva e não protegida são devastadoras para a pele e para o processo de envelhecimento cutâneo. Sabemos nos dias de hoje que para além do aumento do risco de cancro da pele, a exposição solar provoca danos na pele irreversíveis como hiperpigmentações, manchas na pele, lentigos, envelhecimento em forma de rugas e flacidez cutânea precoce. Infelizmente vemos muitos jovens entre os 20-30 anos com um envelhecimento cutâneo semelhante ao de pessoas de 50 anos por excessiva exposição solar tanto direta como artificial em solários. A fotoproteção é um dogma para toda a equipa médica Face Mi e faz sempre parte da nossa prescrição em todas as consultas com todos os pacientes.

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Dr. Vera Matos

Dra. Vera Matos é uma cirurgiã interna de Cirurgia Maxilofacial no Hospital de São João e membro da Ordem dos Médicos Portugueses (No 64957) e com ampla experiência em procedimentos de Medicina Estética. Como especialista em procedimentos faciais, a Dra. Vera Matos realiza uma ampla gama de tratamentos de medicina estética do rosto incluindo preenchimentos, botox, bioestimuladores de colagénio, fios PDO e especialista em Endolift um laser lifting com reconhecimento mundial. Ela viaja frequentemente para o exterior no sentido de se manter sempre atualizada com as últimas técnicas, tendo feito cursos hands-on com cirurgiões plásticos faciais de renome, como Dr. Nabil Fakih e Dr. Joe Niamtu. Apaixonada pelo seu trabalho, Dra. Vera Matos dedica-se a alcançar resultados naturais e harmoniosos para cada paciente através de uma abordagem personalizada e humanizada. O seu olhar atento e cuidado assim como os seus conhecimentos diferenciados em cirurgia facial tornaram-na uma das referências em medicina estética do norte de Portugal.

Clínica Face Mi - Vera

Dra. Vera Matos

Medicina estética e facial